A Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Guará localiza-se na face lagunar da Ilha Comprida, possui 455,275 hectares de área e tem como principal objetivo a proteção de aves que procriam e se alimentam na região, exercendo uma influência importante no ambiente marinho e costeiro das áreas protegidas do Complexo Estuarino-Lagunar de Iguape, Cananéia, Ilha Comprida e Paranaguá.
A ARIE do Guará foi criada em conjunto com a APA Marinha do Litoral Sul através do Decreto Estadual nº 53.527, de 2008.
As duas unidades “são administradas pela Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Decreto Estadual nº 53.527, de 2008).
Como determinado no Decreto Estadual nº 53.527, de 2008, a gestão dessas duas unidades deverá ser realizada em conjunto, de maneira integrada e participativa. O Conselho Gestor, criado em março de 2009, deverá ser renovado a cada dois anos e é constituído por representantes do poder público e da sociedade civil organizada, como: representantes das Colônias de Pescadores e associações de pescadores profissionais, dos maricultores, dos empresários de pesca, das entidades de defesa do mar, do ecoturismo, do turismo náutico e da pesca amadora e esportiva, institutos de pesquisa e universidades (FUNDAÇÃO FLORESTAL DE SÃO PAULO, 2010).”
O Decreto Estadual nº 53.527/2008 é a única informação disponível sobre a história da ARIE, mas dele não constam o motivos da criação da unidade. Obviamente, tal qual qualquer unidade da mesma natureza, a ARIE do Guará foi criada para proteção de “área que possui características naturais extraordinárias ou que abrigue exemplares raros da biota regional”. A questão é que essas características e exemplares raros não foram especificados no diploma legal, muito embora seja muito conhecida a condição do local como ponto de alimentação e procriação de grande número de espécies de aves.
Uma coisa é certa: a ARIE do Guará recebeu esse nome por ali existir uma colônia reprodutiva da Eudocimus ruber (BARBIERI, 1999).
Para quem quiser saber mais a respeito da presença de Guarás na Ilha Comprida e em outros pontos do Complexo Estuarino Lagunar de Iguape-Cananéia, recomenda-se a leitura da monografia de RENATA GABRIELA NOGUCHI, cujo link é indicado no campo “Referências”.
Não há informações sobre a existência de qualquer infra-estrutura na área da Unidade de Conservação. O acesso terrestre ao local é difícil. Mais fácil e interessante é ir de barco através do Mar Pequeno, pois no trajeto é possível ver o Guará e várias outras espécies de aves.
Hospedagem, alimentação e outros serviços deverão ser obtidos na cidade de Ilha Comprida.
Guias de Hotéis e Pousadas
http://www.guiapousadas.com.br/sp/ilhacomprida/
http://www.feriasbrasil.com.br/sp/ilhacomprida/hoteis-pousadas.cfm
EIA/RIMA para o Desenvolvimento da Produção de Petróleo no Bloco BM-S 40, Áreas de Tiro e Sídon, Bacia de Santos – Petrobrás
Distribuição e abundância dos Guarás, Eudocimus ruber Linnaeus, 1758 (Ciconiiformes: Threskiornithidae) no complexo estuarino lagunar de Iguape/Cananéia, Estado de São Paulo, de Renata Gabriela Noguchi, 2011.